Sinto pena do homem comum brasileiro, a mercê do noticiário repetitivo e doméstico numa época de globalização. Coitado de quem acorda cedo e só tem a sintonia da TV aberta para buscar informação. O Brasil vive uma crise não só moral, mas também intelectual e educativa. A nação bregou geral.
Como diria Raul Seixas, eu tô achando tudo isso um saco. A corrida pela audiência desqualificada, puramente quantitativa, só dão importância a números. As emissoras de rádio e TV (e alguns blogs também) gastam o tempo com notícias policiais, a maioria com fatos provincianos, que não tem nada a ver com nosso modo de vida ou nossa cidade.
Que diabo me interessa uma colisão de 2 carros em Niterói, um assalto a uma farmácia em São Paulo, uma fuga de presos em Teresina, um incêndio de pequenas proporções em Mossoró, uma briga de marido e mulher em Juiz de Fora, estando eu em Natal?
E os falsos mitos culturais, as celebridades incultas e belas, os chulos programas de auditório, os realities shows com seus analfabetos aprisionados na casa do nada, os contos de vigário na oratória dos pastores, os craques forjados nas mentiras dos estádios, os políticos nivelados na mesma régua da corrupção.
Eu, sinceramente, prefiro o ontem do que o hoje. Tempo bom era aquele que Lula era o tecnico do Santos de Pelé; Michel era uma bela canção dos Beatles; Big Brother era ditador comunista num livro de George Orwell; e pinheirinho era apenas uma decoração natalina.
Quando eu era mais novo, ouvia Luíza mas não a que estava no Canadá, e sim uma musica de Ton Jobim, o Canadá para mim era só um país distante e frio; Twitter era uma peça de som de carro; moicano era um índio americano nos filmes de faroeste; Eloá era a esposa de Jânio Quadros. (AM) O Jornal de Hoje

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