A Águia empurrou gentilmente seus filhotes para a beira do ninho. Seu coração se acelerou com emoções conflitantes, ao mesmo tempo em que sentiu a resistência dos filhotes a seus insistentes cutucões! Por que a emoção de voar tem que começar com o medo de cair? Pensou ela ...
O ninho estava colocado bem no alto de um pico rochoso. Abaixo, somente o abismo e o ar para sustentar as asas dos filhotes. E se justamente agora isso não funcionar? Ela pensou! Apesar do medo, a Águia sabia que aquele era o momento. Sua missão estava prestes a se completar, restava ainda uma tarefa final: o "empurrão".
A Águia encheu-se de coragem. Enquanto os filhotes não descobrirem suas asas não haverá propósito para a sua vida. Enquanto eles não aprenderem a voar, não aprenderam o privilégio que é nascer Águia. E então, um a um, ela os precipitou para o abismo. E eles voaram!
Às vezes, nas nossas vidas, as circunstâncias fazem o papel de Águia. São elas que nos empurram para o abismo. E quem sabe não são elas, as próprias circunstâncias, que nos fazem descobrir que temos asas para voar. O simples medo de tentar nos priva de conquistas maravilhosas. Pense nisso.

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