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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Revolução e Razão

René Descartes e Immanuel Kank, dois dos mais poderosos pensadores da humanidade, simbolizaram a maturidade intelectual da humanidade. o Francês Descartes viveu entre o final do seculo XVI ate a metade do seculo XVII e é conhecido como pai da filosofia moderna. O alemão Kant viveu a maior parte do seculo XVIII e morreu no inicio do seculo XIX.
Bastante influenciado pelo pensamento renascentista e ainda muito ligado a filosofia medieval, Descartes foi um defensor intransigente da clareza, do rigor e da disciplina metódicos. A dúvida universal, ponto de partida de uma obra, instituiu-se como mérito e critério da verdade. Para chegar à possibilidade de conhecer, duvidou ate da própria existência, chegando assim à evidencia de uma verdade que não seria possível negar: o próprio pensamento. Daí o cogito "Penso, logo existo".
Nas suas "meditações", Descartes tentou demonstrar racionalmente a existência de Deus. O filósofo francês constatou que existe e sua existência lhe permitiu imaginar um ser perfeito. Como a perfeição não pode surgir da imperfeição, a noção de um ser perfeito não poderia surgir dele(Descartes) que é um ser imperfeito, mas de um ser perfeito. Como não poderia existir perfeição sem existência Deus, um ser perfeito, necessariamente existe.
A proposta cartesiana é revolucionária porque chegou à conclusão utilizando-se apenas da razão para demonstrar a existência de Deus. Ele dedicou as "meditações" a um professor-decano da faculdade de Teologia da Universidade de Paris, não sem antes reafirmar que a existência de Deus 'deve ser determinada pela filosofia, e não pela teologia.
O que Descartes iniciou no seculo XVII, Kant deu continuidade mais profunda no seculo XVIII, quando disse no prefácio de "A critica da razão pura" que "não há um único problema metafísico que não encontre sua solução, ou pelo menos a chave de sua solução". O filósofo alemão mostrou que muitos fenômenos do pensamento requer explicação. A nenhum deles Kant atribuiu a causa externas independentes, mas às leis essenciais que regulam os próprios movimentos do pensamento, expressando com clareza e exatidão o caráter autônomo da razão, limitada pela sua própria natureza fixa que se desenvolve no tempo conforme a sua própria essência.
Os dois grandes pensadores confiavam que seria possível à razão ordenar o mundo e resolver todas as dúvidas e ambiguidades da filosofia e da história. A consequência imediata da proposta cartesiana, por exemplo, foi uma mudança de conhecimento crítico radical, pois rompia com os princípios do conhecimento critico medieval, segundo os quais a razão é um instrumento insuficiente para se chegar à verdade, somente revelada pela Bíblia e pela Providência.
Descartes e Kant não se afastaram muito do que diria um padre do período medieval. Em momento algum eles negam a existência de Deus. Afirmam e reafirmam a sua existência. A diferença em reação a qualquer filósofo do medievo é a forma como justificam a existência dele.   O Jornal de Hoje

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